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FIPA apresenta parcerias estratégicas para atrair novos investidores

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O Pará tem um grande potencial de atração de novos negócios a partir dos diversos segmentos como madeireiro, cosmético, móveis, alimentos e bebidas, entre outros. Para transformar essa potencialidade em negócios, é preciso proatividade construída a partir da parceria de diferentes agentes setoriais. A XIII Feira da Indústria do Pará (FIPA), realizada no Hangar, discutiu hoje (4 de maio) essa construção de parcerias na palestra “Metodologia de Atração de Investimentos Diretos”, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC), Confederação Nacional da Indústria (CNI)  e APEX Brasil.


A analista de Comércio Exterior Ludmila Carvalho lembra que o Brasil manteve índices de crescimento até 2015, quando o país foi impactado pela crise econômica e, mais tarde, pela crise politica. Nesse cenário, o momento atual então impõe o desfaio de recuperar espaço na atração de novos negócios e atrair novos negócios, o que não pode ocorrer sem parcerias. “É preciso entender existe a necessidade dessa conexão entre os diversos parceiros para a gente conseguir ampliar esses investimentos para país”, pontua a especialista mencionando como agentes dessa equação as associações, as federações e os governos nas diferentes esferas. A analista participou da palestra apresentando as diretrizes do Programa Brazil 4 Bussiness, desenvolvido pelo Sistema Indústria para capacitar as equipes para receber os investidores.


Em meio a esse cenário de crise, o Norte do Brasil tem vantagens competitivas importantes. Ludmila conta que os diferenciais da região são percebidos nas ações de promoção de negócios da Confederação Nacional da Indústria. “A gente tem o destaque em diferentes setores da Região Norte na parte de cosméticos, de móveis, de alimentos e bebidas. A gente tem essa ‘marca’ Brasil e a ‘marca’ do Norte muito forte nesses produtos nas ações de promoções de negócios com outros parceiros internacionais”, ressalta.


Para o presidente da CODEC, Olavo das Neves, o Pará vem conseguindo manter um ambiente positivo e atraente para os investidores. “É importante ressaltar que, dentro do Brasil, existem vários ‘brasis’ e o Pará em especial tem sido um desses brasis que estamos apresentando aos investidores. O Pará é um estado que hoje tem se consolidado, que tem contas em dia, que tem procurado fazer seu dever de casa, de forma que temos uma segurança jurídica que vem sendo amplamente trabalhada no sentido de oferecer isso aos investidores. Isso traz uma tratativa diferenciada para o investidor, que começa a perceber o estado como uma oportunidade de negócios.”


A Companhia atua hoje como uma agência de desenvolvimento de novos negócios para o estado do Pará, dentro do planejamento estratégico Pará 2030, do Governo do Estado. Para Olavo, esse evento dentro da FIPA foi importante para apresentar as potencialidades e as ferramentas que possam ser usadas nessa atração de novos negócios. “Hoje, esse trabalho coletivo de todas as secretarias do Governo do Pará é amparado pelo guarda-chuva que é o Programa Pará 2030, que tem contribuído muito para essa favorabilidade de ambiente no sentido de atrair cada vez mais investidores”, pontua.


A Fiepa, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), já vem atuando para atrair e, principalmente, dar sustentabilidade aos novos negócios. Para Raul Tavares, gerente do CIN, a grande questão está na manutenção do investimento. “O investidor hoje decide migrar o investimento dele pra uma região a partir do momento que aquela região apresenta um nível de redução de risco de forma mais concreta. Nosso projeto é justamente pensar nisso, na sustentabilidade desse novo investidor”, pontua.


Protocolos – A CODEC aproveitou a movimentação de negócios gerada pela FIPA para fazer a Assinatura de Protocolos de Investimentos e Parcerias Institucionais com Castanhal e Breves, acelerando o processo de criação dos distritos industriais nestas duas cidades. Segundo Olavo Neves, o trabalho foi concebido a partir de várias mãos, incluindo prefeituras, sociedade, a Federação das Indústrias do Pará, associações comerciais e a própria CODEC. “Estes dois protocolos foram lançados porque que ficaram prontos com todo modelo de desenvolvimento. Castanhal tem uma área delimitida para o distrito industrial. No caso de Breves, nós tivemos uma demanda do prefeito e sociedade que apresentaram uma área interessante e que vem ao encontro do Governo do Estado de proporcionar novas ações de empregos e renda em especial na região do Marajó”, conta o titular da CODEC.


Prêmio de Inovação – Ocorreu durante a FIPA a cerimônia de premiação dos vencedores do 1º Prêmio Estadual de Inovação na Indústria Mineral, uma iniciativa do Simineral, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (SECTET), Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (FAPESPA) e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais.


O objetivo foi reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que promovam melhoria da Indústria Mineral no Pará, contribuindo para criação, disseminação e difusão de práticas inovadoras em seus amplos segmentos. “Nossa meta com esse Prêmio foi mostrar à sociedade paraense as boas práticas existentes no setor mineral, executadas tanto pelas grandes mineradoras quanto pelas micro e pequenas empresas”, ressaltou o presidente.


As categorias premiadas foram Gestão de Inovação, voltada para projetos que fortaleçam um ambiente propício à inovação; Inovação de Processos; Inovação de Produtos, que diz respeito aos bens e serviços necessários à operação da planta industrial; e Inovação em Tecnologias Socioambientais, com ênfase em Responsabilidade Social Corporativa, ou seja, projetos que envolvam ações com comunidades em vista da geração de emprego e renda. Os vencedores foram Vale, Imerys e Mineração Rio da Norte.

 
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